"Buen viaje. Y no te olvides todo lo que aprendeste".
Há um sério problema ao retornar de uma experiência complexa demais: tudo fica demasiado simples. Pode parecer arrogância, mas é só a sensação de quem viveu 15 dias como se fossem 5 anos, e deve ter amadurecido uns 30 outros aos 26.
Claro que tive meu momento de choro na rodoviária. Ainda existe o adeus, existe a perda, existe a decepção. Mas existe o amor, aquilo que foi e sempre será amor, encanto, ternura. E quando se passa um tempo limitado com determinadas pessoas há poucas chances desse amor se esvair. O que fazemos é apenas identificar aqueles que realmente vão ficar e aqueles que foram. E foram tão importantes quanto, mas já foram.
Eu acordo todo dia um pouco chapada. Acho que mudei, não me preocupo tanto, há outras coisas em que pensar. Quando tua grana acaba e você começa a ter de cozinhar contado numa cozinha coletiva, a tirar o chinelo na hora de tomar banho, a dividir o quarto com um casal de gays bascos ("Vamos fumar afuera, ok?"/"Si, claro, fuma!"), a passar a noite a charlar com franceses em espanhol, a ver gente com drogas que você nunca imaginou ver, a prestar mais atenção no clima, no sol... Quando isso acontece, o que é pequeno torna-se ainda menor, e o que é grande fica mais fácil.
Acho que não preciso mais deste blog. Escrevo mal, não sei me expressar como deveria. O que eu penso está aqui dentro e o que eu sinto eu demonstro de outra maneira. Não sei se volto. Ahhh, me voy.